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26 de dez de 2009

Plantas Medicinais e Novos Fármacos

Muito se ouve falar a respeito de plantas que podem ser utilizadas para tratar diversos tipos de doenças. A utilização de plantas como medicamentos datam de milhares de anos. No que diz respeito aos componentes farmacologicamente importantes, muito é estudado sobre os produtos do metabolismo secundário vegetal, tais como os terpenos, alcalóides, flavonoides, entre outros. Isto ressalta a importância dos vegetais na descoberta de novos medicamentos. Em tempos mais recentes o uso de plantas para fins medicinais envolve o isolamento de compostos ativos, e muitos destes compostos são comuns no tratamento de uma série de enfermidades. Exemplos destes compostos incluem a morfina; quinina, codeína, digitoxina, etc. A seguir exibiremos imagens de plantas farmacologicamente importantes , seguido de uma breve descrição a respeito de seu uso.

Catharanthus roseus (vinca): 2 Alcalóides isolados - vincristina
(tratamento de leucemias) e vimblastina (câncer de ovários e
tumores de testículos).


Ginkgo biloba: Extrato utilizado no tratamento de distúrbios
circulatórios cerebrais que resultem na diminuição da capacidade
funcional e de alerta; também usado no tratamento de distúrbios
arteriais periféricos.


Passiflora spp. (maracujá): Propriedades sedativas


Bauhinia forficata (pata-de-vaca): Flavonóides com propriedades
hipoclicemiantes e anti-oxidantes.


Arnica montana: Princípios ativos possuem propriedades analgésicas
e anti-inflamatórias. É recomendado apenas o uso externo devido a toxicidade.


Artemisia annua: O composto artemisina é utilizado no tratamento
da malária, doença causada por protozoários do gênero Pasmodium.


Glycirrhina glabra(alcaçuz): Atividades anti-inflamatórias, anti-virais,
anti- ulcerosas e expectorantes.


Agave spp.: fonte da substância hecogenina, utilizada como
matéria-prima para a síntese de corticosteróides.



Panax ginseng: Utilizado no combate ao estresse e a fadiga,
aumentando a performance atlética.

Hypericum perforatum: Hipericina e Pseudo-hipericina - Propriedades
antidepressivas, inibição da recaptação de serotonina.

Ammi visnaga: Seus frutos tem sido utilizados ao longo da história
como antiespasmódico e no tratamento da angina do peito.


Aloe ferox (popularmente conhecida como babosa): Quinonas com
Atividade laxante.


Taxus spp.: A substância derivada destas espécies, denominada taxol,
é utilizada no tratamento do câncer de mama, de ovários e de pulmão.

Os exemplos mostrados acima, correspondem a uma mísera fração de espécies vegetais que são alvos de inúmeras pesquisas que visam a descoberta de novos fármacos ou de compostos que possam ser utilizados para a semi-síntese de medicamentos que possam ser eficazes no tratamento de doenças. Isso demonstra a importância deste tipo de estudo e, como o nosso planeta contém um número gigantesco de espécies de plantas, adaptadas aos mais diversos climas, me perguntaria o que o futuro nos reserva em relação ao que pode ser encontrado nas folhas, raízes, caules, flores ou frutos da flora global. Como tudo isso poderá revolucionar os nossos métodos na terapia humana e veterinária? Eu apostaria em um futuro promissor para as pesquisas de cunho farmacológico envolvendo plantas medicinais.

Referências:

- Dewick, 2002. Med Nat Prod, John Wiley & Sons, Ltd
- Pinto et al., 2002. Química Nova 25: 45-59
- Firn & Lones, 2003. Nat Prod Rep 20: 382–391
- Koehn & Carter, 2005. Nature Reviews-Drug Discovery 4: 206-220
- Kingston & Newman , 2007. Curr Opin Drug Discov Devel 10:130-144

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