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Quem Sou Eu: Fabrício Siqueira

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Nascido na cidade de Bom Jesus do Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro. Biólogo, Astrônomo amador e autodidata em diversas áreas de conhecimento.

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* O conteúdo dos textos postados nesta página estará sempre sujeito à revisões visando possíveis atualizações a respeito de cada tema postado. Modificações nos textos poderão também ocorrer caso haja a necessidade de corrigir erros que porventura possam estar contidos nas informações aqui publicadas.

* Caso o leitor queira tirar dúvidas ou queira maiores esclarescimentos em relação ao conteúdo das postagens, o espaço de comentários poderá ser utilizado também para este fim .

* Este Blog foi criado visando atingir um público leigo e mediano no que se refere ao conhecimento científico-filosófico e, portanto, informações complexas e detalhadas a respeito de cada tema estão além do escopo desta página. Ao final de muitas postagens são citadas referências e outras fontes para aqueles que buscam um maior aprofundamento em relação ao assunto que está sendo abordado.

* Certas imagens ou vídeos postados nesta página da web poderão conter elementos fortes e inapropriados para algumas pessoas.

25 de jul de 2010

Eclipse Solar Total 07/2010 (Imagens)


No dia 11 de Julho deste ano ocorreu um eclipse solar que infelizmente não pode ser observado do Brasil, sendo visto apenas no extremo sul da Argentina e Chile, nas Ilhas Cook, na Polinésia Francesa e na Ilha de Páscoa. Exibiremos abaixo imagens deste espetacular fenômeno natural:









Fonte das imagens: http://www.space.com/

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24 de jul de 2010

Explorando o Universo: O Sistema Solar


"Se soubéssemos exatamente o que esperar do Sistema Solar, não teríamos razões para explorá-lo"(Paul Anderson)


Na periferia da Via Láctea se encontra uma estrela solitária que carrega consigo um elegante sistema de planetas e outros objetos a ela vinculados pela ação da gravidade. Esta estrela é o nosso Sol e os corpos sustentados por ele são os 8 planetas, seus satélites naturais, os planetas-anões, asteróides, meteoróides, cometas e a poeira interplanetária. Chamamos todo este conjunto de Sistema Solar, o nosso lugar no Universo.

Habitamos um planeta rochoso chamado Terra onde a vida se desenvolveu de um modo fascinante, culminando com a existência de seres inteligentes o bastante para dirigirem os seus olhares aos céus e questionar sobre o Universo em que vivem. Em nossas vizinhanças há também outros mundos. Outros planetas que assim como a Terra são bastante densos, compostos principalmente por rochas e metais. Estes são Mercúrio (o menor planeta do Sistema Solar) , Vênus e Marte. Há também os planetas jovianos, também conhecidos como "Gigantes Gasosos". Entre eles estão Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. São planetas formados basicamente por hidrogênio e Hélio, possuindo também anéis de partículas de rocha e gelo que os circundam, embora apenas os anéis de Saturno sejam mais facilmente detectáveis a partir da Terra. Jupiter e Saturno representam os maiores planetas do Sistema Solar.

Planetas Terresres (Ou Rochosos): Mercúrio, Vênus, Terra e Marte

Planetas Jovianos (ou gasosos): Júpiter, Saturno, Urano e Netuno


O Sol representa o principal componente do Sistema Solar, responsável por mais de 90% dae sua massa total conhecida e o plano de órbita da Terra ao Redor do Sol é conhecido como Eclíptica. Os outros planetas seguem aproximadamente este mesmo plano. O movimento dos planetas ao redor da estrela é descrito em órbitas ligeiramente elípticas com o Sol ocupando um dos focos da elipse (1ª Lei de Keppler). Obviamente os planetas mais próximos do Sol viajam mais rapidamente ao seu redor, pois são mais afetados pela sua gravidade do que aqueles que se encontram mais distantes.As reações de fusão nuclear que ocorre no interior solar são as responsáveis pela grande quantidade de energia solar produzida e liberada pela estrela. O Sol está situado a cerca de 28.000 anos luz do centro da Galáxia da Via Láctea, mantendo um período de revolução de aproximadamente 250 milhôes de anos. este período é conhecido como "Ano galáctico" do Sistema Solar.

Representação das órbitas planetárias

Entre as órbitas de Marte e Júpiter está o Cinturão de asteróides. Os asteróides consistem nos menores corpos do Sistema Solar, são compostos principalmente por minerais rochosos e metálicos e são abundantes nesta região, onde também está localizado o maior dos planetas anões: Ceres. Acredita-se que o Cinturão de asteróides seja remanescente da formação do Sistema Solar. Outros 4 planetas anões se localizam no Cinturão de Kuiper, posteriormente à órbita de Netuno : Plutão, Haumea, Makamake e Éris. O Cinturão de Kuiper é uma região similar ao Cinturão de asteróides composta principalmente por rochas congeladas de variados tamanhos. Haveria ainda uma hipotética nuvem esférica , que estaria localizada a quase 1 ano-luz de "distância do Sol e se estendendo para mais além, circundando o Sistema Solar e que seria a principal fonte de cometas que transitam pelo seu interior: A Nuvem de Oort!

Um considerável número de satélites naturais orbitam alguns dos planetas e planetas anões, sendo Ganimedes e Titan os maiores deles, girando em torno de Júpiter e de Saturno, respectivamente. A Terra possui um único satélite e Marte possui os pequeninos Phobos e Deimos, que provavelmente teriam sido 2 asteróides que foram capturados pela ação da gravidade do planeta.

Representação do Cinturão de asteróides


Exemplos de satélites naturais

Planetas-anões e seus satélites (Comparação de tamanhos com a Terra e a Lua)

Esquema representativo da Nuvem de Oort

Atualmente a origem e evolução de nosso Sistema Solar é explicada pela Hipótese nebular, sugerindo a sua origem a partir do colapso gravitacional de uma gigante nuvem molecular, a cerca de 4,6 bilhões de anos atrás. Este colaso teria dado origem ao chamado disco protoplanetário, com uma protoestrela se formando no centro. Os planetas teriam sido formados pela acresção de poeira em volta da protoestrela, formando primeiramente corpos (planetesimais) que colidiam para formar objetos maiores, e que se tornariam cada vez maiores devido a novas colisões.

Por muito tempo acreditaram que a Terra era o centro do Universo, com o Sol girando ao seu redor. Essa idéia era conhecida pelo nome de Geocentrismo. O Heliocentrismo era o oposto do Geocentrismo e colocava o Sol no centro do Sistema solar e que, embora tivesse sido especulado na grecia antiga pelo filósofo Aristarco de Samos, foi apenas a poucos séculos atrás que não apenas esta idéia ganhou força, como também uma melhor compreensão da dinâmica do Sistema Solar. Isto se devea nomes como Nicolau Copérnico, Galileu Galilei, Johannes Keppler e Issac Newton.

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Animação: Formação do Sistema Solar

Embora tenham sido realizados inúmeros estudos em busca de evidências de sinais de vida em diversas regiões do Sistema Solar, a Terra corresponde ao único lugar onde comprovadamente a vida se desenvolveu, apesar de não estar descartada a hipótese de que possa haver alguma forma de vida em determinados locais, mesmo que em escala microscópica. A jornada da ciência rumo à exploração espacial nos permitiu um melhor entendimento a respeito do comportamento de nosso planeta perante à sua estrela, e também a respeito dos outros corpos que trafegam pela vizinhança. Podemos esperar que cada vez mais esta jornada irá nos surpreender e nos dar ainda mais razões para o nosso entusiasmo perante o Universo.

Referências e Sugestões de Leitura:

- http://www.universetoday.com/guide-to-space/the-solar-system/
- http://www.nineplanets.org/overview.html
- http://en.wikipedia.org/wiki/Solar_System
- http://en.wikipedia.org/wiki/Formation_and_evolution_of_the_Solar_System
- http://eternosaprendizes.com/category/sistema-solar/

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23 de jul de 2010

Um Universo que não foi feito para nós!


"O universo não foi feito à medida do ser humano, mas tampouco lhe é adverso: é-lhe indiferente." (Carl Sagan)


No video abaixo, o Astrônomo Carl Sagan comenta a respeito a seguinte questão: O Universo foi mesmo feito para nós, como julga a presunção de muitos homens?

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28 de jun de 2010

Animais da Fauna Africana


Sempre tive uma admiração especial pela vida selvagem da África. que possui uma biodiversidade de singular beleza, atraindo turistas do mundo inteiro. Em um safari pelo continente africano, poderíamos encontrar as seguintes espécies:


Panthera leo (Leão)

Panthera pardus (leopardo africano)

Acinonyx jubatus (Guepardo)

Equus burchelli (Zebra)

Connochaetes spp. (Guinú)

Oryx gazella (Órix)

Giraffa camelopardalis (Girafa)

Crocuta crocuta (Hiena pintada)

Lycaon pictus (Cão selvagem africano)

Diceros bicornis (Rinoceronte negro)

Pan troglodytes (Chimpanzé)

Phacochoerus sp. (Javali africano)

Gorilla beringei (Gorila-da-montanha)

Hippopotamus amphibius (Hipopótamo)

Crocodylus niloticus (Crocodilo do Nilo)

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22 de jun de 2010

Astronomia X Astrologia!


Por Carlos Alexandre Wuensche (Coordenação de Ciências Espaciais e Atmosféricas, Divisão de Astrofísica, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

O movimento dos astros influencia o nosso dia-a-dia?

Há alguma evidência científica de que os astros podem revelar aspectos ocultos de nossa personalidade ou influenciar nosso comportamento, cotidiano e destino? A astrologia pode ser considerada uma ciência, no sentido moderno dessa palavra? É possível testar, sob condições controladas, as previsões feitas por horóscopos e mapas astrais? Se sim, o que dizem os resultados desses experimentos?

O ato de olhar o céu e buscar simbolismos e associações é algo intrínseco ao ser humano e ocorre há milênios. Essa busca vem do tempo em que pouco se conhecia sobre o comportamento da natureza e no qual o animismo era uma tentativa de compreender e domesticar o desconhecido. Muitas culturas antigas têm registros sistemáticos da esfera celeste que remontam a 2 mil anos antes da era cristã. Desde essa época,padrões de repetição de movimento e agrupamento de astros já eram conhecidos, levando à separação entre estrelas e planetas (‘astros errantes’) – na época, eram conhecidos apenas Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno. A ideia de constelações também surgiu naturalmente, sendo que a idealização do que era ‘visto’ no agrupamento de estrelas sempre sofreu uma forte influência da mitologia local.

Porém, ainda hoje, um fato acontece com vários de nós, astrônomos profissionais ou amadores: basta comentar sobre nossa profissão ou interesse pelos céus e rapidamente vem a pergunta: “E se eu te disser que sou Sagitário com ascendente em Touro?” É surpreendente que, mesmo neste início de século, um número enorme de pessoas ainda leva a sério uma crença que remonta a mais de dois milênios: a de que os astros influenciam o cotidiano, o comportamento e o destino das pessoas.

Sem
status científico

Astronomia e astrologia são palavras derivadas do grego. Nessa língua, astron significa ‘estrela’ e o sufixo nomos (escrito, em português, como ‘nomia’), ‘regra’ ou ‘lei’. A astronomia é a ciência que trata da constituição, posição relativa, movimento e, mais recentemente, dos processos físicos que ocorrem nos astros (neste último caso, sendo denominada astrofísica, cujo nascimento se deu no século 19). Por sua vez, a astrologia aglutina astron e logos (em português, ‘logia’), que significa ‘palavra’ e que pode ser entendido como ‘estudo’ ou ‘disciplina’. De forma geral, a astrologia trata do estudo da influência dos astros, especialmente dos signos do zodíaco, no destino e no comportamento humano. Os fundamentos da astrologia foram estabelecidos pelos babilônios, por volta de 1500 a.C. A origem comum da astronomia e da astrologia remonta a essa época e, apesar de ambas se basearem no estudo dos astros, suas versões modernas são inteiramente distintas.

A astrologia baseia suas previsões no movimento relativo dos planetas do sistema solar, não fazendo uso da informação trazida pela radiação eletromagnética (ondas de rádio, infravermelho, luz visível, raios X etc.) emitida por eles. Praticantes e estudiosos da astrologia consideram-na uma linguagem simbólica, forma de arte, adivinhação ou até ciência, com capacidade de prever o futuro ou aspectos ocultos da personalidade. Os astrólogos defendem sua área de estudo com base na ideia de que a ciência moderna não entende o que eles dizem e que, mesmo sob teste, a astrologia será sempre avaliada segundo os paradigmas científicos, desconsiderando outras formas de testes e de pensamento.

Nossa ênfase neste artigo será a astrologia sob o ponto de vista da ciência, mas vamos aqui, ainda que brevemente, explicar as características básicas da astronomia. Esta é baseada em leis conhecidas da física, sendo que os resultados obtidos com base nessas leis deverão ser os mesmos para qualquer pessoa que conheça os métodos empregados no experimento, bem como as leis em questão. O estudo de astros distantes também é feito com base na radiação eletromagnética emitida por esses corpos celestes, incluindo ondas de rádio, micro-ondas, ultravioleta, raios X e raios gama. Isso permite não só a reconstrução dos processos físicos que produzem essa radiação, mas também o estudo da estrutura e do estado evolutivo do astro.

Críticos da astrologia – incluindo a própria comunidade científica –, consideram-na uma forma de pseudociência ou superstição, devido à sua incapacidade de demonstrar o que afirma, o que até agora tem sido corroborado em grande número de estudos científicos controlados. Por sua vez, astrólogos contestam testes propostos pela ciência para validar a astrologia nesse sentido. E, quando não se recusam a participar deles, rejeitam seus resultados, apesar de estes serem baseados em testes estatísticos e em leis da natureza amplamente validadas. Portanto, como a astrologia não se enquadra no paradigma do que é entendido como ciência, ela perde o direito de reivindicar esse status quando lhe é conveniente.

Breve histórico


A observação e nomenclatura dos céus, adotadas até hoje pela civilização ocidental, remontam aos babilônios, egípcios, gregos e romanos. Pode-se dizer que a primeira grande sistematização do estudo dos céus com fins astrológicos está em Tetrabiblos, texto escrito pelo astrônomo greco-egípcio Claudius Ptolomeu, que viveu no século 2 a.C.. Essa obra, dividida em quatro livros, sistematiza e propõe explicações para o modelo geocêntrico (aquele em que a Terra é o centro do universo), defendendo-o com hipóteses que duraram cerca de 1,5 mil anos – vale ressaltar que o modelo geocêntrico é a base do princípio astrológico.Tetrabiblos é também um tratado de astrologia, talvez o mais importante da Antiguidade. Seu ‘Livro I’ afirma que as influências dos corpos celestes são inteiramente físicas e, nos ‘Livros III’ e ‘IV’, descreve como os céus interferem nas atividades humanas (embora Ptolomeu não tenha apresentado a matemática necessária para elaborar horóscopos, desenvolvida por seus antecessores). A contrapartida astronômica de Tetrabiblos é Almagesto, também de Ptolomeu, um grande tratado sobre astronomia com 13 livros. Na Idade Média, com sua atmosfera de intensa religiosidade, a possibilidade de fazer e verificar previsões baseadas nos astros era questionada. O padre e filósofo católico Aurélio Agostinho (354-430) – mais conhecido como Santo Agostinho – levantou o famoso problema do “fatalismo astrológico”, um arrazoado no qual argumentava que, “se o futuro já estava previsto por Deus, ou pela influência previ- sível dos movimentos planetários, para todos, como poderiam ser livres os humanos”? A resposta, dada por ele mesmo, apontava para a “sugestão, mas não obrigação”, de que seguir as estrelas e as orações ajuda a resistir aos desvios...

Nessa época, eram conhecidos três tipos de astrologia, descritos pelo filósofo francês Nicolas Ores me (1320-1382), crítico da astrologia e astrônomo ‘mecanicista’ da corte de Carlos V: i) a astrologia matemática (ou astronomia); ii) astrologia natural (relacionada com a física); iii) a astrologia espiritual (ligada à previsão do futuro e à elaboração de horóscopos). Na Idade Média, portanto, já era feita uma diferenciação entre a astronomia e a astrologia. Até o final do Renascimento, a astrologia foi uma atividade essencialmente acadêmica, exercida inclusive por médicos. Por uma questão de justiça, deve ser sempre mencionado que o dinamarquês Tycho Brahe (1546-1601), o alemão Johannes Kepler (1571-1630) e o italiano Galileu Galilei (1564-1642), além de cientistas (no sentido moderno do termo), foram também competentes astrólogos nos sentidos ‘i’ e ‘ii’ do parágrafo anterior.

Kepler, porém, foi umcrítico ferrenho da astrologia divinatória. No século 17, o interesse acadêmico pelo prognóstico astrológico transferiu-se para a nova medicina e para a meteorologia, e, nessa época, a astrologia saiu da academia, estimulando novamente o aparecimento do tipo de astrólogo usualmente conhecido na Antiguidade, mais dedicado às práticas divinatórias. Em linhas gerais, esse é o quadro que permanece até os dias de hoje.

Situações para se pensar

Em 1990, João Braga, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, em São José dos Campos (SP), e o autor deste artigo escreveram um artigo apresentando questões ligadas à previsibilidade astrológica que devem nos fazer pensar sobre os fundamentos dessa pseudociência. Por exemplo qual é a probabilidade de que 1/12 da população da Terra esteja tendo o mesmo tipo de dia? Mesmo levando em conta todos os detalhes astrológicos (ascendentes, quadraturas, oposições etc.), os horóscopos deveriam apresentar alguma semelhança, pois o signo ‘solar’ é a principal referência. Uma simples divisão mostra que, nesse caso, as mesmas previsões seriam, ainda que superficialmente, adequadas a cerca de 400 milhões de pessoas em todo o mundo, todos os dias!

A seguir, algumas dúvidas na forma de perguntas. Estavam errados os horóscopos feitos antes das descobertas de Urano, Netuno e Plutão, ocorridas em 1781, 1846 e 1930, respectivamente? Deveríamos refazer esses horóscopos? Além disso, existe uma associação entre nomes de planetas, personalidades mitológicas e características astrológicas, portanto há que se pensar agora como nomear e incluir a influência dos mais de 300 planetas extrassolares descobertos desde 1995. E quais objetos celestes devem ou não ser incluídos nas previsões? O astrônomo francês Jean-Claude Pecker lembra que os astrólogos parecem ter uma visão bastante curta, por limitarem sua atividade ao nosso sistema solar. Bilhões de corpos em todos os confins do universo poderiam somar a sua influência àquela proporcionada pelo Sol, pela Lua e pelos planetas. Será que uma pessoa cujo horóscopo omite os efeitos do pulsar do Caranguejo e de Andrômeda realmente recebe uma interpretação completa?

A distância até esses objetos é importante? Para a astrologia, parece que não. Por exemplo, mesmo que Saturno seja importante para caracterizar um mapa astral (e esteja fisicamente o mais próximo possível da Terra, em termos de suas órbitas), Marte e Vênus sempre estarão mais perto de nós do que Saturno, independentemente de nossa posição relativa a eles. No entanto, a importância de ambos nas previsões é variável. Essa discussão conduz a que tipo de força define as interações astrológicas. A força gravitacional está descartada, pois aquela exercida sobre a criança pelo médico que faz um parto é seis vezes maior do que a de Marte. Já a força de maré do médico é aproximadamente dois trilhões de vezes maior que a de Marte. Deveríamos incluir a personalidade do médico no horóscopo, assim como incluímos as características de Marte? Como as influências astrológicas parecem não depender completamente da distância entre os corpos, isso traz a questão de que tipo de força é essa, não detectada, até agora, por nenhum experimento, em nenhum laboratório, terrestre ou espacial.

Testes para as previsões astrológicas

O psicólogo Bernard Silverman, da Universidade Estadual de Michigan (Estados Unidos), estudou o casamento de 2.978 casais e o divórcio de 478 deles, comparando com as previsões de compatibilidade (ou não) dos horóscopos. Conclusão: pessoas ‘incompatíveis’ casam-se e divorciam-se com a mesma frequência que as ‘compatíveis’. Os astrônomos Roger Culver, da Universidade do Estado do Colorado (Estados Unidos), e Philip Ianna, da Universidade da Virgínia (também nos Estados Unidos), registraram, por cinco anos, mais de 3 mil previsões específicas publicadas por astrólogos e organizações astrológicas bem conhecidas. Constataram somente 10% de acerto nelas.

Outro estudo, com cerca de 15 mil ‘gêmeos astrológicos’, foi conduzido por Peter Hartmann, Martin Reuter e Helmut Nyborg e publicado em 2006 no periódico Personality and Individual Differences (v. 40, p. 1.349). Essa equipe de psicólogos da Dinamarca e da Alemanha examinou a relação entre data de nascimento e diversas características pessoais. Ao final do estudo, não encontraram evidências entre o signo zodiacal e essas características nos avaliados. Geoffrey Dean, pesquisador australiano que realizou testes extensivos sobre astrologia, inverteu as leituras astrológicas de 22 pessoas, substituindo as frases originais dos horóscopos por outras que diziam o oposto. Ainda assim, as pessoas nesse estudo disseram que as leituras se aplicavam a elas tão frequentemente (95% das vezes) quanto as pessoas a quem foram dadas as leituras corretas. Aparentemente, aqueles que procuram astrólogos desejam apenas uma orientação, qualquer que seja ela.

Colocando termos astrológicos no contexto astronômico, expressões como “Urano entrou em Aquário...” ou “Plutão ficará 13 anos em Sagitário...” não fazem o menor sentido. Do ponto de vista das constelações, elas não são reais, como um planeta, mas apenas um arranjo de estrelas que nem estão fisicamente próximas, como sua projeção do céu faz parecer. Se o leitor experimentar olhar para o céu em uma noite clara, notará que existem infinitas possibilidades de ‘ligar os pontos’ e imaginar figuras. E foi isso que os antigos fizeram e popularizaram, ao criar as constelações. Elas não estão na mesma posição na eclíptica (plano da órbita da Terra ao redor do Sol) em que foram concebidas há mais de 3 mil anos. E, certamente, não estarão nessa mesma posição relativa, formando o padrão que vemos hoje, daqui a 2 mil anos.

Do ponto de vista simbólico, a mesma associação de estrelas que representa a cauda do ‘Escorpião’, em nosso zodíaco, representa a constelação do Anzol, na mitologia polinésia. Atribuir um determinado significado a um ou outro símbolo implica atribuir interpretações e, em consequência, influências diferentes a um mesmo ‘objeto’. Assim, como explicar que o mesmo ‘objeto’, à mesma distância da Terra, tenha efeitos diferentes, dependendo do símbolo a ele associado?

Com medo da noite

A definição de pseudociência é ampla e pode incluir, além da astrologia, qualquer conjunto de procedimentos e ‘teorias’que tentem se disfarçar como ciência sem realmente sê-la. A discussão dos limites entre ciência e pseudociência inclui a questão do que é ciência e como defini-la. Entretanto, vale a pena discutir porque devemos nos preocupar com as pseudociências. Alguns dos exemplos citados e os testes levanta dos podem não passar de diversão ou crença barata para uma camada da população mais instruída, não causando grande impacto dentro do mundo científico. Entretanto, vale lembrar que inúmeras vezes a pseudociência é utilizada com má fé, destinada a usurpar o dinheiro da população em geral que, ingenuamente, acredita em evidências casuais, rumores e anedotas.

Esse fato torna-se ainda mais drástico quando essas crenças atingem a área de saúde, onde o prejuízo financeiro pode vir acompanhado de um irreparável dano físico e/ou mental. Diversas formas de pseudociência nasceram de superstições antigas, assim como vários ramos da ciência ortodoxa. Medicina, química e a própria astronomia são bons exemplos, de modo que suas origens não são o problema. A questão, no caso da astrologia, é saber se suas previsões são verificáveis, dentro dos parâmetros científicos, já que muitas vezes astrólogos vestem suas explicações com termos e jargão científicos, de modo a lhes emprestar maior credibilidade. A inexistência de um mecanismo cientificamente aceito para explicar previsões astrológicas seria irrelevante se, pelo menos estatisticamente, a astrologia fizesse o que ela diz que pode fazer, e esses feitos pudessem ser validados entre seus próprios pares e aceitos, além de uma dúvida razoável, por cientistas.

Pode-se apontar, muitas vezes, que existem explicações mais simples e menos fantasiosas – por vezes, até corriqueiras ou prosaicas – para uma previsão astrológica que tenha se mostrado correta. Além disso, o acerto não garante que a ‘teoria astrológica’ funcione sempre (mesmo porque já foi amplamente mostrado que, estatisticamente, ela não funciona). Também não prova que o método de previsão será reprodutível por outros astrólogos na mesma situação ou em situações semelhantes. Astrônomos devem se pronunciar sempre que a ocasião for adequada para mostrar as falhas da astrologia sob o ponto de vista científico e encorajar um interesse no cosmo real. Um cosmo de astros remotos que são impiedosamente indiferentes às vidas e aos desejos das criaturas da Terra, muito antes dos tempos em que os seres humanos se aconchegavam junto às fogueiras, com medo da noite.

Artigo extraído de: Ciência Hoje, Vol.43- No 256 (2009)

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12 de jun de 2010

Um Tour Pelas Nebulosas (Video)


No vídeo abaixo, são mostradas imagens de diversas nebulosas (aglomerados de gás e poeira cósmica) presentes em nossa galáxia. Cada qual com a sua beleza singular, alimentando ainda mais o nosso fascínio pelas maravilhas do Universo.


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11 de jun de 2010

Como a Ciência Evolui, by Karl Popper


1- O Objetivo da Ciência

Sugiro que o objetivo da ciência é encontrar explicações satisfatórias para aquilo que consideramos precisar de uma explicação. Por explicação (ou explicação causal) entendo um conjunto de enunciados em que uns descrevem o estado de coisas a ser explicado (o explicandum) enquanto que os outros, os enunciados explicativos, formam a “explicação” no sentido estrito da palavra (o explicans do explicandum).

A questão “Que tipo de explicação pode ser satisfatória?” conduz à seguinte resposta: uma explicação em termos de leis universais falsificáveis e testáveis e de condições iniciais. E uma explicação deste tipo será mais satisfatória quanto mais testáveis forem essas leis e quanto melhor tiverem sido testadas. (Isto também se aplica às condições iniciais.)

Desta maneira, a conjectura de que o objetivo da ciência é encontrar explicações satisfatórias conduz-nos à ideia de melhorar o grau com que as explicações são satisfatórias melhorando o seu grau de testabilidade; isto significa avançar para teorias com um conteúdo cada vez mais rico e com graus de universalidade e de precisão cada vez mais elevados. Isto está, sem dúvida, inteiramente de acordo com a prática efetiva das ciências teóricas.

Podemos chegar fundamentalmente ao mesmo resultado também de outra maneira. Se o objetivo da ciência é explicar, então é também seu objetivo explicar o que até aqui foi aceito como explicans; por exemplo, uma lei da natureza. Deste modo, o objetivo da ciência renova-se constantemente a si próprio. Podemos prosseguir para sempre, avançando para explicações com um nível de universalidade cada vez mais elevado.

2- Profundidade

Sugiro que as nossas leis ou as nossas teorias devem ser universais, isto é, devem fazer asserções sobre o mundo — sobre todas as regiões espaço-temporais do mundo. Sugiro, para além disso, que as nossas teorias fazem asserções sobre propriedades estruturais ou relacionais do mundo, e que as propriedades descritas numa teoria explicativa devem ser, em algum sentido, mais profundas do que aquelas a explicar. Acredito que esta expressão, “mais profundas”, resiste a qualquer tentativa de análise lógica exaustiva, mas ainda assim é um guia para as nossas intuições.

No entanto, parece haver uma espécie de condição suficiente para a profundidade, ou para graus de profundidade, que pode ser logicamente analisada. Vou tentar explicar isto com a ajuda de um exemplo da história da ciência.

É do conhecimento geral que a dinâmica de Newton realizou uma unificação da física terrestre de Galileu e da física celeste de Kepler. Diz-se frequentemente que a dinâmica de Newton pode ser induzida a partir das leis de Galileu e de Kepler, e chegou-se mesmo a dizer que pode ser estritamente deduzida a partir delas. Mas isto não é verdade; de um ponto de vista lógico, a teoria de Newton em rigor contradiz tanto a teoria de Galileu como a de Kepler (embora, obviamente, estas últimas teorias possam ser obtidas como aproximações logo que tenhamos à nossa disposição a teoria de Newton). Por esta razão, é impossível derivar a teoria de Newton a partir da de Galileu, da de Kepler ou de ambas, seja por dedução ou por indução, pois nem uma inferência dedutiva, nem uma inferência indutiva, pode avançar de premissas consistentes para uma conclusão que contradiz formalmente as premissas de que partimos.

É importante notar que das teorias de Galileu ou de Kepler não obtemos o menor indício sobre como estas teriam que ser ajustadas — que falsas premissas teriam que ser abandonadas ou que condições teriam que ser estipuladas — se tentássemos avançar a partir delas para outras teorias com uma validade mais geral, como a de Newton. Só depois de estarmos na posse da teoria de Newton podemos descobrir se, e em que sentido, as teorias anteriores podem ser suas aproximações. Podemos exprimir este fato resumidamente dizendo que, embora do ponto de vista da teoria de Newton as de Galileu e de Kepler sejam aproximações excelentes a certos resultados newtonianos específicos, não podemos dizer que a teoria de Newton seja, do ponto de vista das outras duas teorias, uma aproximação aos seus resultados. Tudo isto mostra que a lógica, seja ela dedutiva ou indutiva, nunca pode realizar o passo que vai destas teorias à dinâmica de Newton. Só a imaginação pode realizar esse passo. Logo que ele tenha sido realizado, podemos dizer que os resultados de Galileu e de Kepler corroboram a nova teoria.

Aqui, no entanto, não estou tão interessado na impossibilidade da indução como no problema da profundidade e, no que diz respeito a este problema, podemos de fato aprender algo a partir do nosso exemplo. A teoria de Newton unifica a de Galileu e a de Kepler mas, longe de ser uma mera conjunção dessas duas teorias, que desempenham o papel de explicanda em relação à de Newton, corrige-as ao mesmo tempo que as explica. A tarefa explicativa original era a dedução dos resultados anteriores, mas esta tarefa é abandonada, porque não se deduzem os resultados anteriores, deduzindo-se algo melhor no seu lugar: novos resultados que, sob as condições específicas dos velhos resultados, aproximam-se muito deles numericamente ao mesmo tempo em que os corrigem.

Sugiro que, sempre que nas ciências empíricas uma nova teoria com um nível de universalidade mais elevado explica com sucesso uma teoria anterior corrigindo-a, temos um indício seguro de que a nova teoria penetrou mais fundo do que as teorias anteriores. (Karl Popper)

Extraído de http://ateus.net/artigos/filosofia/como-a-ciencia-evolui/

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14 de mai de 2010

Nomes famosos: Sócrates


"Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância."
(Sócrates)

Ele corresponde a um importante ícone na cenário filosófico da Grécia antiga, que teria nascido por volta de 470 a.C na cidade de Atenas e dedicado sua vida à meditação e ao ensino de Filosofia sem cobrar nada em troca. Sócrates julgava que deveria servir a sua pátria através de uma vida justa e formando cidadãos sábios e honestos. Para ele, o objeto da ciência é o inteligível, o conceito que se exprime pela definição. Este conceito é obtido por meio de um processo dialético, chamado por ele de indução, consistindo em comparar vários indivíduos de mesma espécie, eliminando diferenças particulares e qualidades mutáveis, retendo-lhes o elemento comum, a natureza, a essência. Esta era a indução socrática.

Uma das características marcantes da filosofia de Sócrates é a introspecção: "Conheça-te a ti mesmo" como sendo o ápice da Sabedoria. Ele reconhece também que, acima das leis mutáveis dos homens, haveria uma lei natural, independente do homem, universal, que seria a expressão da vontade divina promulgada pela voz da consciência. O seu maior interesse filosófico foi o ser humano. Ele defendia que a instrução não deveria ser fruto da imposição, mas da razão constitutiva do espírito humano. O pensamento socrático é desprovido da metafísica. Seu caráter e seus discursos também faziam com que ele causasse descontentamentos populares, criando inimizades.

Em vida, teria se casado com uma mulher muito mais jovem do que ele chamada Xântipe e teria sido pai de 3 filhos: Lamprócles, Sophroniscus e Menescenus. Sócrates Foi acusado de heresia e também de corromper a juventude de sua época. Ele preferiu não se defender das acusações e muito menos fugir de Atenas, como teria sido a ele proposto por um de seus discípulos, Criton. Em sua condenação à morte, teria sido levado a ingerir um veneno chamado cicuta, morrendo aos 71 anos de idade. Não há evidências de que Sócrates deixou alguma obra escrita. O que conhecemos a respeito de sua vida e seu pensamento provêm das obras de 2 de seus discípulos: Xenofonte e Platão, e sua filosofia influenciou significativamente na formação das sociedades pós-socráticas.

Mais sobre a vida de Sócrates em:

http://www.mundodosfilosofos.com.br/socrates.htm
http://en.wikipedia.org/wiki/Socrates

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5 de mai de 2010

O Mito da Caverna de Platão!


"Imaginemos uma caverna subterrânea onde, desde a infância, geração após humanos estão aprisionados. Suas pernas e seus pescoços estão algemados de tal modo que são forçados a permanecer sempre no mesmo lugar ea olhar apenas para frente, não podendo girar a cabeça nem para trás nem para os lados. A entrada da caverna permite que alguma luz exterior ali penetre, de modo que se possa, na semi-obscuridade, enxergar o que se passa no interior. A luz que ali entra provém de uma imensa e alta fogueira externa. Entre ela e os prisioneiros (no exterior, portanto) há um caminho ascendente ao longo do qual foi erguida uma mureta, como se fosse a parte fronteira de um palco de marionetes. Ao longo dessa mureta-palco, homens transportam estatuetas de todo tipo, com figuras de seres humanos, animais e todas as coisas.

Por causa da luz da fogueira e da posição ocupada por ela, os prisioneiros enxergam na parede do fundo da caverna as sombras das estatuetas transportadas, mas sem poderem ver as próprias estatuetas, nem os homens que as transportam. Como jamais viram outra coisa, os prisioneiros imaginam que as sombras vistas são as próprias coisas. Ou seja, não podem saber que são sombras, nem podem saber que são imagens (estatuetas de coisas), nem que há outros seres humanos reais fora da caverna. Também não podem saber que enxergam porque há a fogueira e a luz no exterior e imaginam que toda luminosidade possível é a que reina na caverna.

Que aconteceria, indaga Platão, se alguém libertasse os prisioneiros? Que faria um prisioneiro libertado? Em primeiro lugar, olharia toda a caverna, veria os outros seres humanos, a mureta, as estatuetas e a fogueira. Embora dolorido pelos anos de imobilidade, começaria a caminhar, dirigindo-se à entrada da caverna e, deparando com o caminho ascendente, nele adentraria. Num primeiro momento, ficaria completamente cego, pois a fogueira na verdade é a luz do sol e ele ficaria inteiramente ofuscado por ela. Depois, acostumando-se com a claridade, veria os homens que transportam as estatuetas e, prosseguindo no caminho, enxergaria as próprias coisas, descobrindo que, durante toda sua vida, não vira senão sombras de imagens (as sombras das estatuetas projetadas no fundo da caverna) e que somente agora está contemplando a própria realidade.

Libertado e conhecedor do mundo, o prisioneiro regressaria à caverna, ficaria desnorteado pela escuridão, contaria aos outros o que viu e tentaria libertá-los. Que lhe aconteceria nesse retorno? Os demais prisioneiros zombariam dele, não acreditariam em suas palavras e, se não conseguissem silenciá-lo com suas caçoadas, tentariam fazê-lo espancando-o e, se mesmo assim, ele teimasse em afirmar o que viu e os convidasse a sair da caverna, certamente acabariam por matá-lo. Mas, quem sabe, alguns poderiam ouvi-lo e, contra a vontade dos demais, também decidissem sair da caverna rumo à realidade.

O que é a caverna? O mundo em que vivemos. Que são as sombras das estatuetas? As coisas materiais e sensoriais que percebemos. Quem é o prisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luz exterior do sol? A luz da verdade. O que é o mundo exterior? O mundo das idéias verdadeiras ou da verdadeira realidade. Qual o instrumento que liberta o filósofo e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A dialética. O que é a visão do mundo real iluminado? A Filosofia. Por que os prisioneiros zombam, espancam e matam o filósofo? Porque imaginam que o mundo sensível é o mundo real e o único verdadeiro."

(Extraído de: Marilena Chauí, Convite à Filosofia, Ed. Ática)

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13 de abr de 2010

Dr. Michio Kaku Fala Sobre Universos Paralelos

Nesta sequência de 3 vídeos o Dr. Michio Kaku dá uma interessante entrevista a respeito de um tema bastante discutido nas campos da Física Teórica: Universos Paralelos.

Parte 1
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Parte 2
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Parte 3
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11 de abr de 2010

Realidade!

"Face à realidade, o que julgamos saber claramente ofusca o que deveríamos saber." (Gaston Bachelard)

"Como não podemos mudar a realidade, deixe-nos mudar os olhos com os quais a vemos." (Nikos Kazantzakis)

Qual seria a noção que nós, seres humanos, possuímos acerca da realidade? O filósofo alemão Immanuel kant (1724- 1804) fazia uma importante distinção entre a realidade e o nosso entendimento a respeito da realidade. Ou seja, há uma realidade que existe por si mesma, porém não podemos dizer que a nossa visão acerca da realidade corresponde à mesma realidade que existe independentemente. A evolução do nosso conhecimento visa nos aproximar cada vez mais de tudo aquilo que seja real, porém será que um dia, em um futuro distante, alcançaremos a completa compreensão da realidade?

É certo de que a realidade não deve ser adaptada aos nossos desejos. Ela simplesmente nos é indiferente. Muitas vezes o antropocentrismo dos homens alimenta a grande pretensão de que o Universo, as suas leis e tudo aquilo que seja real dentro dele, quer conheçamos ou não, devam ser ajustados sob medida das cobiças humanas, quando na verdade somos nós que devemos nos adaptar ao Universo e conhecer cada vez mais os seus mistérios. Não é porquê desejamos que algo seja verdade e assim acreditamos que esse algo automaticamente se tornará realidade! As leis naturais não podem ser alteradas para atenderem aos caprichos humanos.

Nos tempos atuais conhecemos um tipo de realidade. Em tempos futuros nossos descendentes conhecerão realidades que se escondiam de nós enquanto estávamos vivos, caminhando sobre a Terra. Do mesmo modo que conhecemos fatos que não eram conhecidos como fatos no tempo de nossos ancestrais. Séculos atrás as pessoas não imaginavam que átomos, com os seus elétrons, prótons e nêutrons, fossem realidade. Não imaginavam a existência de microrganismos causadores de doenças. Não imaginavam a superfície do planeta Marte sendo explorada por máquinas espaciais como as sondas Viking e a Mariner 9. Não faziam a mínima idéia de que células pluripotentes poderiam ter a capacidade de regenerar tecidos.

Hoje todos esses elementos e inúmeros outros não apenas fazem parte da nossa realidade como também são pré-requisitos importantes para a busca de “novas” realidades . A verdade é que não sabemos o que exatamente é a realidade no sentido mais íntegro, mas provavelmente tudo o que conhecemos seria uma mísera fração dela! Costumamos observar discussões e debates, pessoas que expõem pensamentos e idéias. Cada uma delas defendendo a sua visão da verdade. Alguns indivíduos são mais céticos em relação ao mundo, outros possuem crenças a respeito de possíveis realidades.

Uma importante diferença entre os céticos e os crédulos é que os últimos costumam aceitar por fé algo que pelo menos na atualidade não possa ser comprovado ou mesmo esteja fora do escopo de qualquer meio de comprovação cientificamente válido. Isso não quer dizer que o objeto pelo qual se tem fé não exista e nem que a fé não possa se basear em linhas filosóficas plausíveis. Os céticos em geral requerem evidências para aceitar como reais as alegações que são aceitas sem questionamentos por aqueles que acreditam ser reais diversos elementos que na verdade se encontram no terreno do inverificável.

Sempre deveríamos considerar as verdades que conhecemos (ou ao menos, que pensamos conhecer) como sendo algo provisório ou incompleto, pois à medida em que a humanidade avança em conhecimento, muitos de nossos conceitos sobre o que seria verdade ou não são reformulados ou derrubados, sendo substituídos por outros.

A razão seria uma das principais ferramentas em busca da verdade, pois ela nos capacita a organizar os conhecimentos, levantar hipóteses acerca de nossas observações, questionar e concluir. O principal obstáculo: O dogmatismo, uma posição onde "verdades" são aceitas a priori e assim permanecem inquestionáveis durante tempos talvez muito longos e quando estas mesmas verdades são confrontadas com outras mais embasadas, parece ser difícil trocar o "velho pelo novo".Pessoas dogmáticas relutam em aceitar o novo, talvez por medo de possíveis consequências em abandonar o antigo modo de pensar. Talvez no âmago de seu ser, o orgulho faça com que se sintam "traidores de si mesmo" e isto é valido para qualquer um que se apegue com paixão a alguma ideologia.

Ontem algo foi verdade para nós, hoje já enxergamos a mesma coisa como sendo uma utopia ou merecedora de uma dúvida razoável. Relutantes ou não, a própria evolução do conhecimento nos "arrasta" para uma direção. Porém outros permanecem... estagnados recusando aceitar que certas coisas mudaram, que as verdades são ou ao menos podem ser outras. Talvez digam a si mesmos: "a verdade existe, mas o melhor é não conhecê-la...! Outros diriam que preferem sempre conhecer a realidade por mais dura que seja. Fico a me perguntar qual será a realidade daqueles que viverão daqui a 100, a 200 ou a 300 anos (ou mais). Enquanto isso, todos nós que vivemos e temos a paixão pelo saber, continuamos a viagem pela vida, sempre em busca de algo a mais. Algo que a realidade que existe em si ainda esconde de nós.

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4 de abr de 2010

Viagem Pelo Corpo Humano: Sistema Esquelético


"Que o teu corpo não seja a primeira cova do teu esqueleto" (Hippolyte Jean Giraudoux)

O esqueleto humano é uma estrutura composta por ossos e cartilagens, que desempenha importantes funções como: proteção dos órgãos internos; sustentação do corpo; atuam como um sistema de alavancas movimentadas pelo músculo esquelético; além disso, os ossos também constituem um local para armazenamento de íons de cálcio e de fósforo, e locais onde são produzidas algumas das células sanguíneas. Nesta matéria apresentaremos as principais divisões e subdivisões do sistema esquelético humano.

O esqueleto humano é dividido basicamente em 2 partes:

1- O esqueleto axial, que forma o eixo do corpo humano, composto por ossos do crânio, do pescoço e do tronco.

2- O esqueleto apendicular, formado pelos ossos dos membros inferiores e superiores.

O esqueleto apendicular está unido ao esqueleto axial por meio da cintura escapular (constituída pela escápula e pela clavícula), ligando os membros superiores, e pela cintura pélvica (formada pelos ossos do quadril), que une os membros inferiores.


Entre os ssos do crânio temos: Frontal; parietal; occipital; temporal; mandíbula; maxilar; zigomático; nasal e esfenóide. A caixa torácica é formada pelas costelas, cartilagens e pelo osso esterno.

Ossos do Cranio


Caixa torácica


A coluna vertebral é formada pelas vértebras, que são agrupadas de acordo com a região do tronco e enumeradas (cervicais, torácicas, lombares e sacrais). Entre as vértebras existem discos cartilaginosos, denominados discos intervertebrais.

Coluna vertebral

A cintura escapular, que liga o tronco aos membros speriores é formada pela escápula (também conhecida como omoplata) e pela clavícula. A cintura pélvica, que une os membros inferiores ao tronco, é formada pelos ossos ilíacos (direito e esquerdo), pelo sacro e pelo cóccis.
Cintura escapular

Cintura pélvica
Os ossos das pernas e dos braços compõem os membros inferiores e superiores , respectivamente, compreendendo o esqueleto apendicular. Os ossos dos membros inferiores são: Femur (osso da coxa); tíbia; fíbula; patela (osso do joelho, também chamado de rótula, não mostrado na figura) e os ossos do pé (tarso, metatarso e falanges). Os ossos dos membros superiores são: Úmero; rádio; ulna e os ossos da mão (carpo, metacarpo e falanges)

Ossos do braço e da perna
Ossos do pé

Ossos da mão

Esqueleto completo

Esta foi uma descrição básica do sistema esquelético e encerraremos a matéria com um vídeo explicativo sobre o esqueleto humano.

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1 de abr de 2010

Estrelas e Planetas: Comparação de tamanho (Vídeo)

Você acha que estamos no centro do universo? Que o planeta Terra é uma grande esfera que orbita o Sol? Acha que o Sol é uma estrela de grande tamanho? Se acha que sim, talvez este vídeo faça com que mude de idéia:

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Viram o quanto somos diminutos perante a vastidão do Universo?

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27 de mar de 2010

Poeira das Estrelas (Vídeos)!


Em 2006 a série Poeira das Estrelas foi exibida pelo Fantástico na rede Globo. Nesta série, o físico brasileiro Marcelo Gleiser aborda as diferentes questões acerca da história do Universo, da origem da vida, ciência, e muito mais. Disponibilizo aqui os vídeos dos 12 episódios! Embarquem nesta fascinante jornada e descubram como a ciência ao longo dos tempos vem atuando em busca de respostas para o desconhecido, fazendo revelações surpreendentes sobre as origens e a dinâmica do todo universal.


Episódio 1: O Começo de Tudo
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Episódio 2: O Nascimento da Ciência
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Episódio 3: Uma Nova Astronomia
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Episódio 4: Assim na Terra Como no Céu
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Episódio 5: Como foi que Tudo Começou
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Episódio 6: O Cientista Esquecido
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Episódio 7: O Nascimento das Estrelas
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Episódio 8: A Cratera de Um Vulcão Ativo
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Episódio 9: A Infancia Violenta da Terra
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Episódio 10: A Origem da Vida
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Episódio 11: Em Busca de Novos Mundos
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Episódio 12: A Realidade Sobre Extraterrestres
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