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Quem Sou Eu: Fabrício Siqueira

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Nascido na cidade de Bom Jesus do Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro. Biólogo, Astrônomo amador e autodidata em diversas áreas de conhecimento.

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Notas do Autor

* O conteúdo dos textos postados nesta página estará sempre sujeito à revisões visando possíveis atualizações a respeito de cada tema postado. Modificações nos textos poderão também ocorrer caso haja a necessidade de corrigir erros que porventura possam estar contidos nas informações aqui publicadas.

* Caso o leitor queira tirar dúvidas ou queira maiores esclarescimentos em relação ao conteúdo das postagens, o espaço de comentários poderá ser utilizado também para este fim .

* Este Blog foi criado visando atingir um público leigo e mediano no que se refere ao conhecimento científico-filosófico e, portanto, informações complexas e detalhadas a respeito de cada tema estão além do escopo desta página. Ao final de muitas postagens são citadas referências e outras fontes para aqueles que buscam um maior aprofundamento em relação ao assunto que está sendo abordado.

* Certas imagens ou vídeos postados nesta página da web poderão conter elementos fortes e inapropriados para algumas pessoas.

28 de fev de 2010

Nomes Famosos: Nicolau Copérnico


A sabedoria da natureza é tal que não produz nada de supérfluo ou inútil (Nicolau Copérnico)

Nascido em Fevereiro de 1473, Nicolau Copérnico foi um destacado astrônomo e matemático (exercendo também outras atividades) polonês, considerado o pai da Astronomia moderna. Ele desenvolveu a teoria heliocêntrica, na qual o Sol passaria a ocupar o centro do sistema solar. Este modelo contrariava o geocentrismo, o modelo no qual a Terra era tida como o centro do Universo e os todos os corpos celestes giravam ao seu redor (modelo formulado por Aristóteles e Ptolomeu e era bem aceita na época).

A Teoria Heliocêntrica foi publicada em seu livro De Revolutionibus Orbium Coelestium (Da Revolução das Esferas Celestiais) e posteriormente viria a ser melhorada por cientistas como Galileu Galilei e Johannes Kepler e Isaac Newton, cujos trabalhos resultariam em uma compreensão mais aprofundada da dinâmica do sistema solar. Entre as importantes realizações de Copérnico estão:

- A introdução do conceito de que a Terra representa apenas um planeta dentre outros que também orbitavam o Sol.

- Organizou os planetas de acordo com a distância de cada um em relação ao Sol: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter e Saturno (Urano, Netuno e Plutão seriam descobertos mais adiante).

- Determinou a distância dos Planetas ao Sol, de acordo com a distância Terra-Sol.

- Deduziu que a velocidade orbital dos planetas varia de acordo com a proximidade de cada planeta ao Sol. Quanto mais próximo, maior é a velocidade orbital.

- Explicou os equinócios atrravés da mudança no eixo de rotação da Terra e a causa das estações do ano.

Copérnico morreu no ano de 1543, pouco tempo depois da publicação de sua obra
De Revolutionibus . Suas idéias representaram um grande passo para os novos estudos em astronomia que surgiriam nos anos futuros.

Saiba mais sobre a vida e obra de Nicolau Copérnico em:

http://en.wikipedia.org/wiki/Nicolaus_Copernicus
http://en.wikipedia.org/wiki/De_revolutionibus_orbium_coelestium
http://www.astro.ufrgs.br/cop/index.htm

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26 de fev de 2010

Conhecendo o Sistema Imunológico: Imunidade Inata


A imunidade inata representa a primeira linha de defesa contra as infecções. Seus mecanismos já se encontram presentes no organismo antes mesmo do encontro com agentes patogênicos e são ativados por estes agentes antes que as respostas imunes adquiridas sejam desenvolvidas. Podemos dizer que é uma resposta inicial que visa impedir a infeção do hospedeiro e que em muitos casos pode eliminar os microrganismos causadores da infecção. A capacidade de determinados microrganismos para causar enfermidades, em geral, está bastante relacionada às estratégias que utilizam para resistir e/ou escapar das respostas imunes inatas.

Este tipo inicial de resposta estimula o desenvolvimento das respostas imunes adquiridas que posteriormente atuará no sentido de combater as infecções de um modo mais complexo e específico. Neste sentido, a imunidade inata fornece um "aviso" de que há uma infecção e que a elaboração de uma resposta adquirida precisa ser elaborada pelo sistema imunológico.Os principais componentes da imunidade inata são as barreiras contra a entrada de microrganismos, como as superfícies epidérmicas e mucosas; linfócitos intra-epiteliais; células "matadoras naturais" (células NK); células conhecidas como fagócitos (ex: macrófagos e neutrófilos); as proteínas do sistema complemento e alguns tipos de citocinas , que são substâncias moduladoras de muitas das funções imunes. A resposta é dividida em fase de reconhecimento,fase de ativação e fase de ação efetora.

Existem certos elementos característicos compartilhados por classes particulares de microorganismos, como por exemplo, RNA viral de dupla fita e lipopolissacarídeos (LPS) de paredes celulares bacterianas. Estes tipos de estruturas são classificadas como padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) e são reconhecidos por receptores celulares reconhecedores de padrões (PRRs, do inglês: Patern recognition receptors).Uma característica comum da imunidade inata é a inflamação, que consiste no recrutamento de algumas células do sistema imunológico para os sítios de infecção.

Neste tipo de imunidade, as superfícies epteliais formam barreiras físicas entre os agentes causadores de doenças do meio externo e os tecidos internos do organismo (ex: pele, superfície sdo trato gastrointestinal e do trato respiratório), além de produzir substâncias com ação microbicidas, as defensinas. Os linfócitos intra-epiteliais podem atuar secretando citocinas que ativam os fagócitos para destruir os microorganismos.Quando essas barreiras são ultrapassadas, outros mecanismos são ativados. Os neutrófilos são os fagócitos de vida curta, enquanto que os macrófagos são os fagócitos de vida longa. Os primeiros são responsáveis pelas respostas mais imediatas contra uma infecção, enquanto que os últimos atuam posteriormente nos estágios mais tardios. Ambas os tipos celulares possuem a capacidade de engolfar e destruir microorganismos e também possuem receptores de superfície cuja função é reconhecer os microorganismos e as citocinas que são produzidas em resposta às infecções.

As células NK são aquelas encarregadas reconhecer e matar as células do organismo que estejam infectadas. Portanto exercem uma importante função contra os agentes infecciosos intracelulares, como por exemplo, os vírus. Além disso elas secretam citocinas que ativam os macrófagos para destruir microorganismos fagocitados.

Além destes componentes, há também as proteínas circulantes que atuam quando microorganismos atingem a circulação sanguínea, sendo que as proteínas do sistema complemento representam as mais importantes neste contexto. Os produtos do complemento podem lisar microrganismos ou revestí-los (opsonização) preparando-os para a fagocitose mediada por receptor pelas células fagocitárias e atuar na inflamação. As funções dos componentes da inunidade inata estão resumidas na tebela abaixo (clique na tabela para visualização em tamanho maior):


Referências:

- Abbas & Lichtman. Cellular and Molecular Immunology, 5th edition.
- Janeway & Medzhitov. Innate immune recognition.
Annu. Rev. Immunol. 20:197–216, 2002
- Medzhitov & Janeway. Innate immunity: The virtues of a nonclonal system of recognition.
Cell 91: 295–298. 1997.

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9 de fev de 2010

Explorando o Universo: Além da Luz das Estrelas!


"Temos o céu, lá em cima, todo pintado de estrelas, e costumamos deitar de costas e olhar para elas, e discutir se foram feitas ou se simplesmente aconteceram."
(Mark Twain, Huckleberry Finn)

Elas parecem pequenas lâmpadas brilhantes, espalhadas pela imensidão celeste na sua escura cortina noturna. Algumas bem próximas umas das outras, outras mais isoladas. Bilhões e bilhões de sóis distantes, presenteando os nossos olhares, inspirando os poetas e, quem sabe, dirigindo os seus próprios sistemas planetários, talvez habitados por outras civilizações semelhantes ou diferentes da nossa. Ficamos a imaginar se em alguma delas há uma forma de vida que dependa da luz de sua estrela, assim como a maioria dos seres que conhecemos aqui na Terra dependem direta ou indiretamente da luz do nosso Sol, a estrela mais próxima de nós e que sustenta o sistema no qual habitamos. Historicamente as civilizações antigas atribuiam grande importância à observação das estrelas. Elas faziam parte das cerimônias religiosas, eram importantes na navegação e orientação e na criação de calendários para as práticas agrícolas.

As estrelas representam esferas celestes caracterizadas pela produção de calor e radiação através de reações de fusão nuclear em seu interior. Elas se mostram para nós como pontos luminosos, cintilantes no céu devido a distorção que as suas luzes sofrem na atmosfera terrestre antes de chegar aos nossos olhos. As temperaturas das estrelas dependem de suas massas podendo ser de cerca de 3000ºC (estrelas menos massivas), atingindo temperaturas superiores a 8000ºC (estrelas mais massivas)) a nível de superfície. No interior estelar, as temperaturas podem chegar a dezenas de milhões de graus centígrados. Elas estão distantes, muito distantes de nós. A mais próxima depois do Sol é o sistema estelar triplo chamado Alpha-centauri, localizado a cerca de 4,5 anos- luz de distância. Outras podem estar a dezenas, centenas, milhares ou milhões de anos-luz.

Supondo que estamos observando no céu uma estrela que dista 10 anos-luz, significa que a sua luz viajou pelo espaço durante 10 anos para chegar até a Terra. Assim , estamos sempre observando esta mesma estrela não como ela é agora, mas como ela foi a 10 anos atrás. Do mesmo modo que, se esta estrela desaparecesse hoje, só iríamos perceber a sua ausência daqui a 10 anos. Há estrelas distantes, cuja luz ainda não chegou até nós e continua o seu percurso através do vácuo no espaço.

Esquema comparativo do tamanho de algumas estrelas

Devido à própria força gravitacional, as estrelas sempre tendem a entrarem em colapso. Em circunstâncias normais, isso não ocorre devido a pressão da radiação em seu interior (suporte hidrostático) gerando um equilíbrio. As estrelas diferem-se umas das outras em termos de massa, composição e brilho absoluto. Suas composições e massas se alteram ao longo do tempo como consequência da fusão nuclear. A massa de uma estrela é dada em unidades de massa solar (que equivale a massa do nosso Sol, sendo que 1 Msol = 1,9891 x 10^
30 Kg). Estrelas podem ter de 0,08 a 120-200 massas solares.

Betelgeuse
Nas reações de fusão nuclear, átomos de hidrogênio se fundem para formar hélio, liberando energia na forma de radiação eletromagnética (principio similar ao da bomba de hidrogênio). Posteriormente elementos mais pesados são formados. Estas reações ocorrem em condições de pressão e temperatura incrivelmente altas. A energia produzida é transportada do interior estelar para a superfície e a sua radiação escapa para o espaço. Estrelas mais massivas esgotam o seu combustível nuclear mais rapidamente do que aquelas que apresentam menor massa, consequentemente também possuem um tempo de vida menor. Estrelas como o Sol podem permanecer em atividade por cerca de 10 bilhões de anos, enquanto que aquelas que são 10 vezes mais massivas podem ser milhares de vezes mais brilhantes, porém possuem um tempo de vida bem mais curto, de aproximadamente 20 milhões de anos.Uma estrela com 1/10 da massa do Sol apresentam de 1/1.000 a 1/10.000 de seu brilho e podem perdurar por cerca de 1 trilhão de anos. Na figura à esquerda, temos a imagem da estrela Betelgeuse, uma gigante vermelha localizada na constelação de Órion (Caçador).

Sistema triplo Alpha-centauri
As estrelas nascem a partir do colapso de nuvens moleculares compostas principalmente de hidrogênio, contendo também hélio e outros elementos mais pesados em pequenas porcentagens, até atingirem uma densidade suficiente para que possa ocorrer a conversão do hidrogênio em hélio, liberando energia no processo. Mas o que acontece com as estrelas quando o seu combustível para as reações de fusão nuclear estiver se esgotando? Em estrelas de massa semelhante ao Sol, quando o hidrogênio se torna insuficiente para gerar a radiação necessária para conter a própria gravidade. o Centro estelar se contrai até que se torne quente o bastante para que o hélio seja convertido em carbono. Externamente o hidrogênio continua sendo convertido em hélio , porém as camadas externas necessitam se expandir para conservar a energia. Esta expansão resultará em uma gigante vermelha, que perderá as suas camadas externas para posteriormente colapsar e se tornar uma pequenina e fria Anã branca. Cientistas acreditam que as anãs brancas, por último se tornam anãs negras, resquícios de estrelas completamente sem vida. Em uma estrela poucas vezes mais massivas do que o Sol, somam-se outros processos que resultarão em uma explosão em supernova gerando uma Estrela de Nêutrons (Pulsar).

Em estrelas ainda mais massivas, as explosões em supernovas dão origem ao que são chamados Buracos negros, onde nem mesmo a luz escapa da sua gravidade. E o que acontecerá com o nosso Sol? A aproximadamente 5 bilhões de anos a frente , terá início os eventos que transformarão o Sol em uma gigante vermelha. A expansão do Sol o fará engolir os planetas Mercúrio, Vênus, e talvez até mesmo a Terra. E, mesmo que a Terra não seja afetada, a vida no planeta será praticamente impossível. Por fim, terminará como uma anã branca (talvez uma anã negra posteriormente) a estrela que um dia ajudou a semear e dirigir a vida em um planeta azul, que assim como outros, orbitava ao seu redor. Para finalizar exibiremos duas animações. Na primeira é mostrado uma simulação do nascimento de uma estrela. Na segunda, uma simulação do fim de uma estrela, em uma explosão em supernova.



Animação de uma formação estelar
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Supernova
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Referências e Sugestões de Leitura:

- Carl Sagan- Cosmos

- Estrelas:

http://en.wikipedia.org/wiki/Star
http://astro.if.ufrgs.br/estrelas/estrelas.htm
http://imagine.gsfc.nasa.gov/docs/science/know_l2/stars.html

- Formação estelar:

http://en.wikipedia.org/wiki/Star_formation

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7 de fev de 2010

Vírus:Uma Visão Geral



Eles são extremamente diminutos e, ao mesmo tempo, amedrontadores! Estamos falando dos vírus, agentes infecciosos que atacam e se multiplicam no interior de células animais, vegetais e, até mesmo em células bacterianas (virus que infectam bactérias são conhecidos como bacteriófagos, ou, simplesmente, fagos). Representam organismos de grande importância médica e veterinária devido ao fato de que um grande número de doenças são causadas pelos vírus. Entre estas doenças estão: A dengue; febre amarela; herpes; gripes e resfriados; raiva; síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e câncer, como por exemplo, o câncer de colo uterino.

Uma partícula viral completa é denominada virion, e é composta basicamente por material genético, que pode ser DNA de dupla fita (dsDNA), DNA de fita única (ssDNA), RNA de dupla fita (dsRNA) ou RNA de fita única (ssRNA); envolvidos por uma capa protéica denominada capesídeo. Este é formado por sub-unidades de proteínas (os capsômeros), que são codificadas pelo próprio genoma viral. Alguns ainda possuem um envelope lipídico que envolve o capesídeo.Os virus apresentam formas variadas e, em termos de tamanho, são significativamente menores do que as bactérias, podendo ser visualizados apenas com o uso de poderosos microscópios eletrônicos.
Vírus do mosaico do tabaco
Este tipo de agente infeccioso foi inicialmente descoberto por Martinus Beijerinck, em 1898, através de estudos em plantas de tabaco. Muito se discute em relação aos vírus serem ou não considerados entidades vivas. Embora consigam produzir cópias de si mesmos, dependentes da maquinaria metabólica de células hospedeiras, eles não possuem outros atributos característicos de seres vivos, tais como organização celular e metabolismo energético, por exemplo. Esta é uma questão conflitante. Muitos consideram que os vírus estejam em uma posição intermediária entre matéria viva e a matéria não-viva. A origem dos vírus também representa uma outra questão que permanesce obscura. Há uma hipótese que sugere que os vírus se originaram a partir de pequeninas células que parasitavam outras maiores em um passado remoto. Outra hipótese diz que eles teriam evoluídos a partir de moléculas auto-replicantes.

Bacteriófago
Os mecanismos de replicação viral apresentam diferenças de acordo com cada tipo de vírus, mas em geral seguem a seguinte sequência básica de eventos: 1- Ataque: O vírus adere a superfície celular através da interação entre as suas proteínas e os receptores específicos localizados na membrana da célula hospedeira; 2- Invasão: O vírus ganha acesso ao interior celular e seu capesídeo sofre degradação enzimática; 3- Replicação do material genético e síntese das proteínas virais; 4- Montagem dos novos vírions e liberação dos mesmos através da lise celular, consequentemente matando a célula que havia sido infectada. No caso de bacteriófagos, não ocorre a invasão viral. O vírus apenas "injeta"o seu material genético na célula bacteriana, o que é suficiente para os posteriores processos de produção de novas partículas virais. Pode também ocorrer o estabelecimento de um estado de dormência, onde os vírus permanecem latentes no interior celular durante longos períodos de tempo. A seguinte figura esquematiza de modo simplificado, o ciclo de vida viral.


Ilustração do vírus HIV
Os virus, fora do ambiente intracelular permanecem inertes. Há uma considerável diversidade de maneiras pelas quais os vírus podem ser disseminados: Através de insetos vetores (ex: vírus da dengue; vírus da febre amarela); pelas gotículas de secreção ao tossir ou espirrar (ex: influenza); pela relação sexual e pela transfusão de sangue (ex: HIV); etc. As vias de transmissão variam de acordo com o tipo de vírus. e é importante lembrar que eles estão sempre sujeitos a altas taxas de mutação através de determinados mecanismos. As mutações podem torná-los mais perigosos em termos de patogenia e capacidade de transmissão. Embora estejam sempre relacionados com doenças que mais intimidam os seres humanos, como por exemplo, a Aids, ou a varíola, que durante algum tempo fez parte dos piores pesadelos das populações e na atualidade é considerada erradicada desde a década de 1970, os vírus também podem ser utilizados pelo homem para servir a uma causa nobre.

Pelo fato de serem capazes de transferir material genético entre espécies, alguns deles são utilizados na engenheria genética. Os meios de cultivo de vírus visando a sua multiplicação em larga escala também foram desenvolvidos para a produção de vacinas contra vários tipos de enfermidades. Os bacteriófagos, por infectarem espeficamente as bactérias, têm sido estudados no contexto da elaboração de novas abordagens terapêuticas no combate a doenças causadas por bactérias (Fagoterapia).

Com o passar das gerações é comum o aparecimento de formas virais que causam um grande número de mortes e/ou levam pânico a diversos pontos do planeta. A gripe espanhola em 1918 e 1919 culminou em uma pandemia que matou milhões de pessoas. Nos tempos mais recentes outras ameaças ficaram sendo conhecidas. Vírus como o Ebola, H5N1 (gripe aviária) e H1N1 (gripe suína, que é uma variante do vírus Influenza A, o mesmo da gripe espanhola) representam apenas alguns exemplos de perigos que nos espreitam. Além destes, o HIV, descoberto na década de 1980 continua sendo um dos maiores desafios para a ciência. Nossas melhores armas, ainda continuam sendo as medidas de prevenção.

Sugestões de Leitura:

- Vírus:

http://en.wikipedia.org/wiki/Virus
http://users.rcn.com/jkimball.ma.ultranet/BiologyPages/V/Viruses.html
http://www.livescience.com/viruses/

-Gripe Espanhola:

http://virus.stanford.edu/uda/

- Fagoterapia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Phage_therapy
http://www.phagetherapycenter.com/pii/PatientServlet?command=static_phagetherapy&secnavpos=1&language=0

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6 de fev de 2010

Emoções Humanas: Saudade

"O tempo não pára! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo..."(Mario Quintana)

"Saudade é quando o momento tenta fugir da lembrança para acontecer de novo e não consegue."(Adriana Falcão)

Sentimos saudade de certos momentos da nossa vida e de certos momentos de pessoas que passaram por ela.
(Carlos Drummond de Andrade)


A cada ano que completamos nesta grande jornada chamada vida, a nossa mente ,em certos aspectos se resume em um acúmulo de lembranças de acontecimentos que deixaram marcas em nossa experiência como seres humanos. Pessoas entraram e saíram dos nossos círculos de amizade e/ou convívio. Conhecemos lugares que nos causavam uma imensa satisfação por estarmos lá. Nos apaixonamos; participamos de eventos; fizemos coisas que nos deixaram orgulhosos de sermos nós mesmos. No momento presente sempre temos uma incerteza em relação ao futuro, mas a respeito de tudo aquilo que ficou para trás, uma palavra tem um grande poder de mexer com os nossos sentimentos: Saudade!

De acordo com Michaelis- Moderno Dicionário de Lingua Portuguesa, a saudade é definida como:

sf
(lat solitate) 1 Recordação nostálgica e suave de pessoas ou coisas distantes, ou de coisas passadas. 2 Nostalgia.


A saudade se manifesta de diversos modos na vida das pessoas. Sentimos saudades de pessoas que convivem conosco, mas que durante um determinado período de tempo se encontra em outro lugar devido a uma viagem. Sentimos saudades de amigos de infância, ou familiares que, devido as circunstâncias da vida, foram viver em outra cidade, outro estado ou outro país.Temos saudades de maravilhosos momentos que vivemos em um passado próximo ou distante e, que por alguma razão não podem acontecer no presente. Pensamos na alegria que teríamos se aquilo pudesse ser realidade no instante em que a lembrança nos assalta a mente. Saudade também temos dos lugares especiais por onde pisamos. Algumas vezes sentimos saudades até mesmo do tempo em que éramos crianças, quando ainda estávamos começando a descobrir o mundo.


Particularmente eu guardo boas lembranças de minha infância. Me lembro que há muito tempo havia uma árvore de carambola em meu lar e um balanço de cordas e madeira, que ficava amarrado em um ramo horizontal da mesma árvore. Todos os dias após almoçar eu gostava de escalar a árvore e ficar lá em cima durante horas. Meus pais decidiram cortá-la, temendo que algum acidente que pudesse vir a acontecer comigo. Lembro de ter derramado lágrimas quando vi que aquela árvore não mais existia. No fundo eu tenho um pouco de saudades deste tempo.

Observamos mães que sentem saudades dos filhos que saíram de casa em busca de boas oportunidades de trabalho ou estudo em um outro lugar; esposas que aguardam ansiosamente o retorno dos maridos que viajaram a negócios e filhos que sentem a saudade de pais que , infelizmente não mais voltarão porque a chama da vida se apagou, embora as recordações sempre irão permanecer em suas memórias. Excetuando este último caso, a sensação de felicidade é imensa quando temos a oportunidade de abraçar pessoas cuja saudade se estendeu por meses ou anos.Daí a importância do termo "matar saudades", uma expressão que usamos comumente dentro deste contexto.

A saudade pode levar a sensações tanto de alegria quanto de tristeza. Em certas horas sorrimos ao lembrar de um acontecimento feliz. Ficamos a imaginar se algo assim voltará a nos acontecer e ainda poderemos estar sorrindo. Por outro lado, também poderemos nos entristecer se porventura não controlarmos as nossas emoções e começarmos a pensar no vazio interior causado pela lembrança de algo ou alguem que nos faz falta. Assim , ao invés de nos sentirmos felizes pela boa lembraça de algo que tivemos oportunidade de vivenciar, podemos nos apegar à idéia da ausência daquilo que nos motiva a sentir saudades. Isso poderá gerar um certo desequilíbrio emocional.

A saudade de forma alguma deveria alimentar a inércia pessoal, mas será que somos amadurecidos o bastante para compreendermos que na vida certos eventos ou pessoas poderão não mais voltar? E mesmo que não voltem, muitas coisas ainda estão a acontecer, muitas pessoas ainda iremos conhecer e aquelas que já conhecemos, iremos reencontrar. A vida é e sempre será cheia de momentos únicos e pessoas únicas que por ela irão passar e, poderão vir a passar novamente, ou não. Sentir saudades é um dos atributos da personalidade humana que muito influencia no nosso crescimento pessoal. Ainda teremos muitos motivos para carregar conosco esse sentimento, porém cada um de nós deve encontrar um modo saudável de conviver com o mesmo. Em breve voltaremos a ver pessoas que estão longe; em um futuro poderemos retornar a um lugar que um dia tivemos o prazer de conhecer; um dia poderemos vivenciar um evento similar ao que um dia vivenciamos, ou até mesmo algo que cause um impacto muito mais intenso e contínuo do que outrora. Algumas saudades irão embora, outras permanecerão indefinidamente. Independente do que elas representam para nós, sempre trazem grandes lições nesta maravilhosa e intrigante escola chamada vida!

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2 de fev de 2010

Clássicos do Rock! (Vídeos)

Bom, como sou uma pessoa apaixonada por música e, principalmente pelo Rock em todas as suas variantes, resolvi fazer uma seleção de vídeos de algumas músicas que considero verdadeiros clássicos deste estilo. Aumentem o volume e "Lets rock"!!!

Metallica- Nothing Else matters
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Iron Maiden- Fear of the Dark
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Los Lobos- Come on, Lets go!
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Guns' n Roses- Sweet Child o' Mine
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Bon Jovi- Wanted Dead or Alive
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Whitesnake- Love ain't no Stranger
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Ozzy Osbourne- Mr. Crowley
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Kiss- Rock'n Roll all Night
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Led Zeppelin- Stairway to Heaven
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Led Zeppelin- Rock'n Roll
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Rush- Tom Sawyer
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Rolling Stones- Satisfaction
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Jimi Hendrix- Vodoo Child
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