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Quem Sou Eu: Fabrício Siqueira

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Nascido na cidade de Bom Jesus do Itabapoana, no norte do estado do Rio de Janeiro. Biólogo, Astrônomo amador e autodidata em diversas áreas de conhecimento.

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7 de fev de 2010

Vírus:Uma Visão Geral



Eles são extremamente diminutos e, ao mesmo tempo, amedrontadores! Estamos falando dos vírus, agentes infecciosos que atacam e se multiplicam no interior de células animais, vegetais e, até mesmo em células bacterianas (virus que infectam bactérias são conhecidos como bacteriófagos, ou, simplesmente, fagos). Representam organismos de grande importância médica e veterinária devido ao fato de que um grande número de doenças são causadas pelos vírus. Entre estas doenças estão: A dengue; febre amarela; herpes; gripes e resfriados; raiva; síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS) e câncer, como por exemplo, o câncer de colo uterino.

Uma partícula viral completa é denominada virion, e é composta basicamente por material genético, que pode ser DNA de dupla fita (dsDNA), DNA de fita única (ssDNA), RNA de dupla fita (dsRNA) ou RNA de fita única (ssRNA); envolvidos por uma capa protéica denominada capesídeo. Este é formado por sub-unidades de proteínas (os capsômeros), que são codificadas pelo próprio genoma viral. Alguns ainda possuem um envelope lipídico que envolve o capesídeo.Os virus apresentam formas variadas e, em termos de tamanho, são significativamente menores do que as bactérias, podendo ser visualizados apenas com o uso de poderosos microscópios eletrônicos.
Vírus do mosaico do tabaco
Este tipo de agente infeccioso foi inicialmente descoberto por Martinus Beijerinck, em 1898, através de estudos em plantas de tabaco. Muito se discute em relação aos vírus serem ou não considerados entidades vivas. Embora consigam produzir cópias de si mesmos, dependentes da maquinaria metabólica de células hospedeiras, eles não possuem outros atributos característicos de seres vivos, tais como organização celular e metabolismo energético, por exemplo. Esta é uma questão conflitante. Muitos consideram que os vírus estejam em uma posição intermediária entre matéria viva e a matéria não-viva. A origem dos vírus também representa uma outra questão que permanesce obscura. Há uma hipótese que sugere que os vírus se originaram a partir de pequeninas células que parasitavam outras maiores em um passado remoto. Outra hipótese diz que eles teriam evoluídos a partir de moléculas auto-replicantes.

Bacteriófago
Os mecanismos de replicação viral apresentam diferenças de acordo com cada tipo de vírus, mas em geral seguem a seguinte sequência básica de eventos: 1- Ataque: O vírus adere a superfície celular através da interação entre as suas proteínas e os receptores específicos localizados na membrana da célula hospedeira; 2- Invasão: O vírus ganha acesso ao interior celular e seu capesídeo sofre degradação enzimática; 3- Replicação do material genético e síntese das proteínas virais; 4- Montagem dos novos vírions e liberação dos mesmos através da lise celular, consequentemente matando a célula que havia sido infectada. No caso de bacteriófagos, não ocorre a invasão viral. O vírus apenas "injeta"o seu material genético na célula bacteriana, o que é suficiente para os posteriores processos de produção de novas partículas virais. Pode também ocorrer o estabelecimento de um estado de dormência, onde os vírus permanecem latentes no interior celular durante longos períodos de tempo. A seguinte figura esquematiza de modo simplificado, o ciclo de vida viral.


Ilustração do vírus HIV
Os virus, fora do ambiente intracelular permanecem inertes. Há uma considerável diversidade de maneiras pelas quais os vírus podem ser disseminados: Através de insetos vetores (ex: vírus da dengue; vírus da febre amarela); pelas gotículas de secreção ao tossir ou espirrar (ex: influenza); pela relação sexual e pela transfusão de sangue (ex: HIV); etc. As vias de transmissão variam de acordo com o tipo de vírus. e é importante lembrar que eles estão sempre sujeitos a altas taxas de mutação através de determinados mecanismos. As mutações podem torná-los mais perigosos em termos de patogenia e capacidade de transmissão. Embora estejam sempre relacionados com doenças que mais intimidam os seres humanos, como por exemplo, a Aids, ou a varíola, que durante algum tempo fez parte dos piores pesadelos das populações e na atualidade é considerada erradicada desde a década de 1970, os vírus também podem ser utilizados pelo homem para servir a uma causa nobre.

Pelo fato de serem capazes de transferir material genético entre espécies, alguns deles são utilizados na engenheria genética. Os meios de cultivo de vírus visando a sua multiplicação em larga escala também foram desenvolvidos para a produção de vacinas contra vários tipos de enfermidades. Os bacteriófagos, por infectarem espeficamente as bactérias, têm sido estudados no contexto da elaboração de novas abordagens terapêuticas no combate a doenças causadas por bactérias (Fagoterapia).

Com o passar das gerações é comum o aparecimento de formas virais que causam um grande número de mortes e/ou levam pânico a diversos pontos do planeta. A gripe espanhola em 1918 e 1919 culminou em uma pandemia que matou milhões de pessoas. Nos tempos mais recentes outras ameaças ficaram sendo conhecidas. Vírus como o Ebola, H5N1 (gripe aviária) e H1N1 (gripe suína, que é uma variante do vírus Influenza A, o mesmo da gripe espanhola) representam apenas alguns exemplos de perigos que nos espreitam. Além destes, o HIV, descoberto na década de 1980 continua sendo um dos maiores desafios para a ciência. Nossas melhores armas, ainda continuam sendo as medidas de prevenção.

Sugestões de Leitura:

- Vírus:

http://en.wikipedia.org/wiki/Virus
http://users.rcn.com/jkimball.ma.ultranet/BiologyPages/V/Viruses.html
http://www.livescience.com/viruses/

-Gripe Espanhola:

http://virus.stanford.edu/uda/

- Fagoterapia:

http://en.wikipedia.org/wiki/Phage_therapy
http://www.phagetherapycenter.com/pii/PatientServlet?command=static_phagetherapy&secnavpos=1&language=0

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