Estamos de volta em mais uma matéria da série "Explorando o Universo" e desta vez vamos falar sobre as galáxias, complexos sistemas de estrelas, gás e poeira mantidos unidos pela ação de uma das mais fundamentais leis da natureza, a gravidade. Estíma-se que existam mais de 100 bilhões de galáxias espalhadas por todo o Universo observável. Pequenas galáxias podem ter alguns bilhões de estrelas, enquanto as maiores podem ter até mais de 1 trilhão! A galáxia mais distante registrada ( A1689-zD1) encontra-se a cerca de 12,8 bilhões de anos-luz de distância de nós (1 ano luz ~ 9,46 trilhões de Km, que corresponde à distancia percorrida pela luz no vácuo no período de um ano/ Vel. da Luz = C ~ 300.000 Km/s).
Por volta do século XVIII, os astrônomos observavam objetos dispersos que denominavam nebulosas (termo utilizado para denominar nuvens de gás e poeira iluminadas pelas estrelas presentes nas galáxias), porém algumas dessas "nebulosas" observadas, na verdade, eram GALÁXIAS individuais, e não nebulosas propriamente ditas.
Galáxia de Andrômeda (M31)

3 galáxias podem ser vistas a olho nú a partir da Terra: A galáxia de Andrômeda, uma de nossas principais vizinhas, situada a cerca de 2 milhões de anos-luz de distância de nós, podendo ser vista no hemisfério norte; no hemisfério sul é possível visualizar a pequena Nuvem de Magalhães (distância ~ 180.000 anos-luz) e a grande Nuvem de Magalhães (~ 160.000 anos-luz).
NGC-1569: Galáxia Irregular
As galáxias estão distribuidas de forma desigual no espaço, podendo ser encontradas isoladas, outras em pares e outras ainda formando aglomerados podendo conter de poucas dúzias até vários milhares de galáxias. De acordo com os seus formatos, as galáxias podem ser classificadas em 3 tipos principais:
1-Galáxias espirais:Estas galáxias possuem forma de disco com uma protuberância no centro, denominada núcleo central. Apresentam grandes "braços" em forma de lâminas em espiral na periferia. Possuem um lento movimento de rotação e novas estrelas estão constantemente se formando a partir de gás e poeira. Grupos menores de estrelas, chamados aglomerados globulares frequentemente são encontrados circundando as galáxias espirais. A Via láctea, nossa galáxia, é uma representante deste grupo (Imagem do início da postagem).
2-Galáxias elípticas:Este tipo pode variar em forma, desde esferas quase perfeitas à globos achatados.. isso devido à variações na excentricidade. Estas galáxias apresentam rotação mais lenta que a das galáxias espirais, com estrelas aparentemente se movendo em órbitas aleatórias. Possuem uma quantidade menor de gás e poeira e poucas estrelas novas parecem se formar.
3-Galáxias Irregulares:As galáxias irregulares são aquelas que não apresentam formas definidas e a causa para as irregularidades nas formas são desconhecidas, porém algumas dessas galáxias, na verdade são pequenas galáxias espirais que foram deformadas devido a influência da gravidade de alguma galáxia vizinha. Outras, poderiam ser galáxias jovens , que ainda não se estruturaram em uma forma definida.
OBS: Há um grupo de galáxias, chamadas de "Galáxias Anãs", contendo poucos bilhões de estrelas e que correspondem à maioria das galáxias no Universo. Em geral elas orbitam galáxias maiores. Estas galáxias anãs também podem ter formas espirais, elípticas ou irregulares.
Galáxia espiral M100
No movimento de galáxias pelo Universo, ocasionalmente duas delas podem chegar tão perto uma da outra, que a força gravitacional de uma delas pode até modificar a forma daquela que se aproximou. As galáxias podem até mesmo colidir umas com as outras. Se duas galáxias que estejam se movendo em grande velocidade colidem, elas podem passar uma pela outra podendo não haver consequências significativas.Mas quando duas galáxias que se movimentam lentamente colidem, o resultado pode ser uma extraordinária fusão de ambas, resultando em uma única galáxia de grande tamanho.
Aglomerado globular 
Todas as galáxias emitem energia como ondas de luz visível e também como outros tipos de radiação eletromagnética, tais como raios ultravioleta, ondas de rádio, radiação infravermelha, raios X e raios gama. A energia emitida pode ser oriunda de várias fontes, como por exemplo, o calor das estrelas e das nuvens de gás e poeira (Nebulosas) e de explosões conhecidas como supernovas. As supernovas podem gerar objetos conhecidos como buracos negros. Estes objetos possuem uma força gravitacional tão poderosa que até mesmo a luz,com sua grande velocidade, seria incapaz de escapar de seu interior. As explosões em supernovas também podem dar origem ao que chamamos de "Estrelas de nêutrons".
Representações de um buraco negro e de uma estrela de neutrons
ESO 325-G-004:Galáxia Elíptica
O Ponto de partida para a origem das galáxias: O Big Bang(clique
aqui e veja a matéria de abertura desta nossa série), o evento primeiro que teria dado origem ao nosso Universo. Brevemente após o Big Bang, as massas de gás teriam se tornado cada vez mais próximas ou entrado em colapso. A ação da força gravitacional lentamente comprimia essas massas em galáxias.